sexta-feira, 30 de maio de 2008

Para quem ainda tem dúvidas

Para quem ainda tem dúvidas, ou apenas pela informação, aqui fica um texto que a Marília retirou de uma página da internet sobre os benefícios do aleitamento materno.
Vale a pena ler.

"A amamentação tem sido incentivada por ser o leite materno não só o alimento mais completo e digestivo para crianças de até um ano de idade, como também por ter acção imunizante, protegendo-as de diversas doenças. As crianças amamentadas têm melhor desenvolvimento mental e maior equilíbrio emocional. A amamentação é gratificante para a mãe e interfere beneficamente na saúde da mulher, por exemplo, diminuindo a probabilidade de cancro de mama e ajudando na depressão pós-parto.

Poucas mães sabem que a amamentação tem reflexos futuros na fala, respiração e dentição da criança. Quando a criança é amamentada, não está sendo apenas alimentada mas também está fazendo um exercício físico importante para desenvolvimento bucal, quer da sua musculatura quer da sua estrutura óssea. Ao nascer, o bebé tem o maxilar inferior mais pequeno que o maxilar superior conseguindo esse equilíbrio através da sucção do peito. Toda a musculatura bucal é desenvolvida, músculos externos e internos, que, solicitados, desenvolvem os ossos. A suçcão da mama não é fácil, daí o bebé ficar bastante transpirado. Esse exercício é o responsável inicial no crescimento harmonioso da face e dentição. Usando biberon, esse exercício é quase inexistente, sendo preferido pelo bebé devido à facilidade com a qual ele obtem o leite, principalmente quando esse flui por um furo generoso. Quando é necessário usar o biberon a posição deste é muito importante para haver um exercício com maior eficiência: a criança deverá ficar mais vertical, o que também facilita a deglutição do leite.

Outra importância da amamentação é a tentativa de evitar apinhamentos dentários (dentes "encavalitados"). Maxilares com um desenvolvimento correcto significam um melhor alinhamento da dentição e assim a diminuição da necessidade futura do uso de aparelhos ortodônticos. Músculos firmes ajudarão também no procedimento da fala. Durante a amamentação, aprende-se a respirar correctamente pelo nariz, evitando amigdalites, pneumonias, entre outras doenças. Quando a criança respira pela boca, ou seja, é respirador oral, a secura da boca e dos dentes torna estes últimos mais expostos à cárie e as gengivas ficam inflamadas.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que alimentação do bebé deve ser exclusivamente com leite materno até os seis primeiros meses e continuar a amamentar até o primeiro ano da criança. Os benefícios continuam pelo tempo que a mãe e o bebé quiserem continuar com o processo de aleitamento."

2 comentários:

Sónia Guerreiro disse...

Depois de frequentar este curso penso que não há dúvidas de que o aleitamento materno traz muitas vantagens...quer para o bebé, quer para a mãe, no entanto há que relembrar que nem todas conseguimos amamentar os nossos filhos. Todas as mulheres são diferentes e nem todas conseguem produzir leite em quantidade suficiente para suprimir as necessidades dos seus filhos (que são os seus bens mais preciosos). Há mães que não amamentam ...não porque não o queiram fazer, mas porque não podem.
Uma boa mãe, não se classifica apenas pelo facto de amamentar, mas sim por dar ao seu filho o que ele precisa para viver e para se desenvolver.
Sem querer entrar em conflitos de ideologias, mas apenas exprimindo a minha realidade.

tuBo em cima disse...

Olá Sónia,

Obviamente que uma mãe não é pior mãe se não amamentar o seu bebé. Não me parece que isso esteja em causa neste artigo e também não me parece que a mensagem seja dirigida a quem, com muita pena, não consiga amamentar.

Pessoalmente, conheço alguns casos de pessoas que amamentaram até muito perto do bebé ter 1 ano e, infelizmente, isso não foi suficiente para proteger os filhos de doenças graves. Há sempre excepções à regra.

No entanto, para quem tem ainda dúvidas ou apenas curiosidade sobre o tema, penso ser um artigo importante de se partilhar, como também seria interessante partilhar um artigo que fale sobre a incapacidade de amamentar.

Christine